top of page

Vão acabar com a Praça Onze!

A frase corre pela cidade do Rio de Janeiro nos anos de 1941, indicando que a destruição do berço do samba é iminente. A imprensa faz estardalhaço, a boemia protesta, mas não adianta. A região será arrasada para dar lugar a novas avenidas. O prefeito varre do mapa símbolos como a Casa da Tia Ciata, ignora o samba e dá as costas a um dos marcos da cultura popular carioca: a mistura de etnias e classes sociais.

 

Na contramão do estrago feito pela prefeitura, um grupo de mulheres se destaca pela biografia de luta e coragem: são as judias “polacas”, fio condutor de nosso espetáculo. Essas jovens abandonam o Leste europeu por causa da fome. Muitas vem iludidas por falsas promessas de amor e bem-aventurança na América. No Brasil (e também nos EUA, Argentina e Uruguai), tornam-se prostitutas. Apesar da rejeição da própria comunidade, promovem a cultura judaica, patrocinam jornais e peças teatrais em iídiche.

 

As prostitutas viram mecenas!  E anunciam, sem querer, a letra de um samba do paulista Paulo Vanzolini, escrito meio século depois: “levanta, sacode a poeira e dá volta por cima!”

 

As Polacas – Flores do Lodo é um espetáculo musical genuinamente brasileiro, escrito e dirigido por João das Neves. Com grande elenco, estreou em 2011 no CCBB Rio e fez temporada no SESC Ipiranga, em São Paulo, participando também do IX FLORIPA Festival e sendo contemplado nos editais Viagens Teatrais do SESI e Prêmio FUNARTE de Teatro Myriam Muniz para circulação em BH, Campinas, Curitiba, Porto Alegre, Birigui, Itapetininga, Araraquara, São José do Rio Preto e Sorocaba.

 

O espetáculo retrata a saga das polacas na capital da República, no entre guerras. Mais precisamente, na Praça Onze, berço do samba carioca. Uma pesquisa encomendada especialmente para a peça dá lugar a um roteiro rico de informação sobre a cidade e sua gente.

 

Em As Polacas, a Praça Onze é revirada ao avesso. De fora, a batida alegre da música, movimento das ruas, algazarra, alegria. Por trás das janelas, o som plangente do violino, a prostituição e a luta pela sobrevivência física e pela superação espiritual.

Texto e Direção: João das Neves

Diretor musical: Alexandre Elias

Assistência de direção musical e Preparação vocal: Felipe Habib

Cenários: Hélio Eichbauer

Figurinos: Rodrigo Cohen

Iluminação: Aurélio Di Simone

Preparação corporal: Angel Vianna e Marito Olsson-Forsberg

Assessoria Judaica: Frida Zalcman

Elenco: Alexandre Akerman, Beth Zalcman, Carla Soares, Eduardo Osorio, Érico Damineli, Felipe Habib, Gilray Coutinho, Guilherme Tomaselli, Ilea Ferraz, Ivone Hoffmann, Lígia Tourinho, Luciana Mitkiewicz, Marina Elias, Rodrigo Cohen e Wilson Rabelo

Stand In: Érico Bomfim (Piano)

Operador de luz: Rafael Bessa Motta

Operado(a) de Som e Vídeo: Débora Amorim, Luiz Carlos Zabel e Fábio Pinheiro

Contra-Regra: Elias, Marcos e Zé Mário

Camareira: Andréa De Barros E Cris Félix

Assistente de Camareira: Rosângela Daguarda E Aline Dos Reis

Idealização e direção de produção: Luciana Mitkiewicz

Realização: Bonecas Quebradas Produções Artísticas

 

Projeto Patrocinado Via Lei Rouanet.

Patrocínio Banco Do Brasil E Ourocap.

Apoio: Prêmio Funarte Myriam Muniz

bottom of page